As 11 faixas do disco “Outra Frequência” para cantar junto!!
01. Eterno
(Caio Bars / Ciro Rezende)
Larga dessa cara amarrada e vem cá me dar um beijo
Estamos vivos e isso, baby, é o fim e o começo
Pra cada verso roubado eu tenho mais cem, mais mil
E o que se leva da vida é você, mais ninguém.
Vem me esquentar quando estiver frio
Aproveita essa carne enquanto a gente ainda pode
O mundo acaba em um copo vazio e hoje eu mato mais uma dose
Usa tua boca pra me tatear, fala com a minha pele. Vem subverter o sentido primal
Usa tua roupa pra me provocar, a gente se diverte
Até que um dia voltemos pro mar (eterno enquanto dura)
Vira essa boca pra lá, não me fale de medo
Coloque a mão na ferida, baby, e assuma os seus erros
Pra cada rosa roubada me deram mais cem, mais mil
E quem paga com a vida é você, mais ninguém.
Vem me esquentar quando estiver frio
Aproveita essa carne enquanto a gente ainda pode
O mundo acaba em um copo vazio e hoje eu mato mais uma dose
Usa tua boca pra me tatear, fala com a minha pele. Vem subverter o sentido primal
Usa tua roupa pra me provocar, a gente se diverte
Até que um dia voltemos pro mar (eterno enquanto dura)
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02. Feita de Sons
(Caio Bars / Thiago Lecussan)
Todo Sábado à noite, até o raiar do dia
Enchendo a cara de libido e moral
Dançando alta madrugada, fechava os olhos e ria
Duas doses de tequila é normal
Em qualquer pista de dança era a que mais se curtia
Beijava um ou dois ou deixa pra depois
Voltar pra casa suada e sozinha é legal
Se hoje não rolar nada, baby-doll na cozinha
Um balanço no som, um incenso no ar
Nada de grilos, nada de encanação
Ela é dona da vida que é feita de sons….
Pra pegar uma estrada não precisa de mapa
Só dinheiro na carteira e tesão
A mais linda da praia, nunca está maquiada
Não se importa ser estranha ou não
Em qualquer pista de dança era a que mais se curtia
Beijava um ou dois ou deixa pra depois
Voltar pra casa suada e sozinha é legal
Se hoje não rolar nada, baby-doll na cozinha
Um balanço no som, um incenso no ar
Nada de grilos, nada de encanação
Ela é dona da vida que é feita de sons….
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03. Outra Frequência
(Caio Bars / Thiago Lecussan)
Eu vou entrar de cabeça
Vou jogar tudo de pernas pro ar
A tv em outro canal
O rádio em outra frequência
Eu vou mudar o jogo
Vou começar tudo de novo
A notícia em outro jornal
O passo em outra cadência
Outro astral
Algo assim fora do normal, que não faz mal
Outro ideal
A alma e a cabeça em outra frequência
Outro astral
Eu vou virar a mesa
Vou jogar tudo de pernas pro ar
A tv em outro canal
O rádio em outra frequência
Eu vou mudar de defeito
Eu vou fazer de outro jeito
O sapato em outro pedal
A mente em outra ciência
Outro astral
Algo assim fora do normal, que não faz mal
Outro ideal
A alma e a cabeça em outra frequência
Outro astral
04. Clichê dos 90
(Caio Bars / Thiago Lecussan)
Se você quer saber, ando meio nervoso
To tomando umas histórias pra dormir
Tenho feito também, algumas besteiras
E pensado em encerrar tudo por aqui
Vê se lembra de mim
Quando a vela do samba acabar
Vê se lembra de mim
Quando o disco parar de tocar
Vou levando a vida assim meio vintage
Um cara démodé, um clichê dos noventa
Te encontro no carro em uma fita cassete
Eu fico aonde a nossa história se repete
Se você quer saber, a vida não acabou
De vez em quando ainda amanhece uma ilusão
To pensando em manter a fachada de bon vivant
De repente eu nem acordo amanhã
Vê se lembra de mim
Quando a outra metade acabar
Vê se lembra de mim quando a música parar
Vou levando a vida assim meio vintage
Um cara démodé, um clichê dos noventa
Te encontro no carro em uma fita cassete
Eu fico aonde a nossa história se repete
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05. Pra Não Te Abandonar
(Caio Bars)
Sem perceber, ela vai se machucando
E eu não aguento mais olhar pra outro lado
Pra não pensar
saio e ando procurando algum motivo
invento algum lugar pro meu destino
Pra não quebrar me forço a mergulhar no trabalho
Procuro alguma canção no rádio
pra não te abandonar
Sem perceber ela vai me machucando
E eu vou aprendendo a esconder o que eu sinto
Só pra lembrar
não era assim que eu via a nossa vida
eu era muito mais idealista
Só pra constar
tentei não ligar pras minhas bobagens
mudei pra construir nosso pra sempre
pra não te abandonar
Pra não me abandonar
procurei fazer outras atividades
Tentei me tornar mais acessível
tracei um ou dois objetivos
Pra não me abandonar
eu tiro minha cabeça da sua vida
Aprendo a manter uma distância
pra não absorver sua
tristeza
Sigo qualquer caminho e vou torcendo
pra você não se abandonar
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06. Inevitável
(Caio Bars / Thiago Lecussan)
Venha para o quarto dos fundos
Ninguém pode nos achar
Deixa que eu te guio no escuro
Nada vai te machucar
Vamos dar um tempo no mundo
então desliga o celular
Faça tudo o que der vontade
Ninguém vai te censurar
Nem orgulho, nem maquiagem
Não precisa disfarçar
Mostra quem tu és de verdade
então tira essa máscara
Vem natural, sem seguir roteiro
Vem passional como um tiroteio
Nem bem nem mal, teu natural
Vem se for inevitável
Como se fosse novidade. Ou se fosse o ideal
Sem mesmo pensar em mais tarde
Etecetara e tal
Antes que o mundo desabe
e que a vida chegue ao final
Vem natural, sem seguir roteiro
Vem passional como um tiroteio
Nem bem nem mal, teu natural
Vem se for inevitável
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07. Branco Entre As Pautas
(Caio Bars / Thiago Lecussan)
O seu silêncio me responde
e eu escuto as palavras bem melhor
entre as respirações
Seus sentimentos gritam alto nos meus poros
A tua pausa te resume se eu presto atenção
A voz que eu escuto
tá no branco entre as pautas, no piscar da luz
Na energia interrompida,
eu entendo as tuas faltas, teus meios
Mas o que é que você faz?
A roupa que te cai melhor tá escondida
naquele espaço entre uma e outra gaveta
E distraída você abre o seu diário
Seu dicionário involuntário, a sua hesitação
A voz que eu escuto
tá no branco entre as pautas, no piscar da luz
Na energia interrompida,
eu entendo as tuas faltas, teus meios
Mas o que é que você faz?
Você grita demais…
08. Madrugada
(Caio Bars)
Quero vê-la amanhã
E que ela sente ao meu redor
Se eu conseguir escapar dessa
Madrugada
Sei que ela dorme,
mas para mim,
dormir que nada
Quem dera ela estivesse acordada e aqui
Sinto errado o partir
Não sei ao certo se era o ficar
Vem só pra me matar a volta
Para casa
Meu porto seguro mas sem ela aqui
Faixa de Gaza
A qualquer momento sei que posso explodir
Vou me guardar nos sonhos
É tudo o que eu posso fazer
Vou pensar no seu rosto.
E vou torcer pra não acordar mais nessa
Madrugada
Sei que ela dorme,
mas para mim,
dormir que nada
Quem dera ela estivesse acordada…
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09. Nunca É Cedo Demais
(Caio Bars)
Era tarde, ela veio até mim e disse:
Nunca é tarde para ter o que quer que fosse
Se levante, temos muito pra viver hoje
Não há nada como um dia após o outro
É complicada a hora de começar de novo
Bateu a porta e encarou o que estava à sua frente
Eu não espero ter tanta sorte
Eu não faço questão de ser o seu amor
Mas quero que você goste
Onde está aquilo que eu preparei pra hoje?
Nos meus sonhos hoje é o amanhã de ontem
E agora o que é que eu faço pra te encontrar?
Nunca é cedo demais pra voltar atrás
Mas não tenho nada o que reclamar
Estou achando demais
Só você pra me fazer feliz assim
Só você pra me deixar assim louco de viver
Agora faça o que fizer mas me leve com você
E diga o que disser mas não vá se arrepender
E volte sempre um pouco diferente
Eu não faço mais previsões
Agora a vida me leva e todos nós
Temos nossas próprias razões
É tarde, vamos para o mundo dos sonhos
Não nos cabe decidir para onde vamos
Essa é a hora de você confiar nos seus instintos
Eu não peço mais explicações
Eu tento levar a vida numa boa
e sem segundas intenções
Só você pra me fazer feliz assim
Só você pra me deixar assim louco de viver
E agora, aonde está você?
Foi embora e deixou a TV ligada…
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10. Alto Retrato
(Caio Bars / Paulo Pascale)
Daqui de cima é fácil, fica tudo muito menor
Nem parece que fez tanto estrago
esse tempo longe do sol
Enquanto as nuvens passam lá em baixo
eu acho que arriscar que é viver
Então eu pulo do penhasco
Vou procurar o chão
Que me ensinou que não, que nada é em vão
É o gosto do asfalto, é o risco da contra-mão
Não me importa o que está costumado
Eu quero ouvir outro refrão
O que eu começo eu nem sempre acabo
Faço questão de saber de Deus e do diabo
Quero entender todos os lados
O que ganhou e o que perdeu
Assim fica mais fácil eu saber qual é o meu
Vou procurar o chão
Que me ensinou que não, que nada é em vão
11.Ato Final
(Caio Bars / Thiago Lecussan)
Quando a hora chegar
não me traga as más notícias
Leve-me pra passear, vende-me a vista
E deixe-me cair como folha de revista
que soltou dos seus papéis
Não prepare um refrão
Não ensaie uma saída
Não diga em um bilhete
que valeu por toda a vida
Não vai ser necessário
Leve-me pra conversar num bar
E me conte um segredo
que um dia você pretendia contar
Me peça uma beijo, seguindo o roteiro, igual
E eu sei de algum jeito
que esse é o enredo em seu ato final
Deixe em seu lugar um outro ponto de partida
Leve o ar do respirar, congele-me a vida
E deixe-me aqui como estátua de artista
que cumpriu o seu papel
E entalhe então entre tipos com serifa
Que um dia a sorte foi deste,
e valeu por toda a vida
E desmonte o cenário
Leve-me pra conversar num bar
E me conte um segredo
que um dia você pretendia contar
Me peça uma beijo, seguindo o roteiro, igual
E eu sei de algum jeito
que esse é o enredo em seu ato final